REFORMA ESTRUTURAL DO ESTADO E GREVE DO MAGISTÉRIO FORAM TEMAS DA TRIBUNA POPULAR.

por Cristiane Bertaluci publicado 26/11/2019 11h45, última modificação 26/11/2019 11h44
Professores, diretores, sindicato e alunos estiveram representados no espaço da Tribuna Popular da sessão realizada na segunda-feira, 25 de novembro, os quais abordaram sobre a Reforma Estrutural do Estado e a Greve do Magistério.

Professores, diretores, sindicato e alunos estiveram representados no espaço da Tribuna Popular da sessão realizada na segunda-feira, 25 de novembro, os quais abordaram sobre a Reforma Estrutural do Estado e a Greve do Magistério.

O diretor do Érico Veríssimo, maior escola pública do município, com mais de 950 alunos, destacou que vem enfrentando dificuldades tendo em vista a notificação de reduções de verba.

O governo federal, reduziu o repasse referente a realização do Enem. Há 4 anos, já recebiam R$2.500,00 reais por acolhimento do Enem, e neste ano receberam apenas R$800,00.

O Governo do Estado retirou dinheiro do Nota Fiscal Gaúcha, onde a escola recebia até então R$6.700,00 a cada três meses, recebe apenas R$4.100,00. Uma redução de quase R$10.000,00 no ano, que é muito significativa para a escola.

A professora Rosangela Andrade, representado seus colegas, declarou que o momento que a educação está vivenciando é muito complicada.

Em sua fala, Rosangela enfatizou que o mundo evoluiu, a tecnologia avançou, o mundo é digital, porém as escolas continuam sucateadas.

Como deixar o ambiente antigo e obsoleto mais atrativo?

Quais as prioridades deste País? Estados e Municípios?

Até quando os municípios vão aguentar pagar o piso se as verbas estão congeladas por 20 anos?

E a merenda escolar? R$ 0,30 centavos por aluno.

Como um professor sofrendo pressão, desmotivado pode desenvolver uma aula com qualidade?

Lembrou que os professores e servidores estão completando em 5 de novembro, cinco anos sem reajuste, reposição da inflação e com 47 meses de salários parcelados.

Como é possível calar-se diante disso?
Registrou que o vencimento básico de um professor de 20 horas é de R$1260,00, o menor dos 26 estados.

PLANO DE CARREIRA

Rosangela falou sobre o Plano de Carreira, onde o governo do Estado resolveu atacar e ferir tudo o que foi conquistado durante ano, retirando direitos, mantendo salários congelados até 2030.

Lembrou que o pacote não atinge somente os ativos, mas os aposentados também, aumentando a alíquota de contribuição.

Não é sobre atrasar as férias de alguns é sobre salvar a educação de todos, declarou.

Declarou que a greve está crescendo a cada dia, onde mais de 1500 escolas já aderiam.

Para finalizar Rosangela deixou alguns questionamentos:

Como explicar um estado falido que arrecada cada vez mais impostos?

Quando o País vai falar em reforma do Legislativo e do Judiciário?

Chega de usar o santo nome da Educação em campanha.

“Greve é a linguagem dos que não são ouvidos”

Marieli Winter representando o CEPERGs, declarou que o pacote que o governo está apresentado, causa vários danos na vida funcional, começando com a interferência na Constituição Federal, cortando o direito a greve.

O aluno Gabriel Ressler, presidente do grêmio estudantil do Érico Verissimo, lembrou que os professores e alunos vem sofrendo descaso, exemplificando que um trimestre inteiro ficaram sem aula de biologia.

Registrou que o grêmio estudantil fez uma enquete com mais de 450 alunos, e destes menos de 20 desejam seguir a carreira de professor, uma situação preocupante para o futuro. Sem a base forte não vamos conseguir um País desenvolvido. As decisões que hoje interferem no futuro.